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Diferentemente do sistema de remuneração utilizado na área de produção musical, a compensação paga para atores, diretores e roteiristas é feita majoritariamente por obra executada, o que resulta em um conteúdo que pertence 100% à produtora.

Como detém todos os direitos do conteúdo, a produtora é livre para vender irrestritamente um programa ou filme para diversos canais de exibição, sem ter a obrigação de compensar os atores por cada nova exibição.

Um grande exemplo de venda irrestrita é o programa do Chaves, que foi vendido ao SBT nos anos 70, onde segue sendo veiculado até hoje, e posteriormente foi rendido também ao Multishow, onde recebeu nova dublagem em alguns trechos e também está em exibição.

Assim como acontece com os atores, diretores e roteiristas do programa do Chaves, os artistas brasileiros também não recebem nenhuma forma de compensação por reprises e vendas para novos canais, o que gera grande insatisfação com o modelo de negócios atual.

A intenção dos artistas é que seja adotado um sistema similar ao que existe para músicos, interpretes e produtores, que são remunerados com base no números de execuções de suas obras.

Essa discussão segue aquecida, e a tendência é que cada vez mais operadores das artes busquem compensações coerentes com o sucesso que suas obras atingiram.

Advogada Autora do Comentário: Vittória Cariatti Lazarini
Manchete: Roteiristas, Diretores e Atores brigam para receber por reprises em várias plataformas
Fonte

“Se quiser saber mais sobre este tema, contate o autor ou o Dr. Cesar Peduti Filho.”
“If you want to learn more about this topic, contact the author or the managing partner, Dr. Cesar Peduti Filho.”

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